Novela Escrita | Fruto da Imaginação - Penúltimo Capítulo



Galpão

A pessoa encapuzada sai do local. Minutos depois entra o capanga de Sérgio que se assusta ao vê-lo morto.
Casa de Antônio / Sala
Luiza: Agora seja o que Deus quiser… vou começar o tratamento do câncer. Mas tenho certeza de que Deus está comigo em mais essa.
O telefone toca e Luiza corre para atender
Luiza: Alô!… Antônio, meu amor! … ai que alivio? Você está bem?… o Carlão conseguiu te resgatar sem problemas?… Cuidado meu amor! Será que não te seguiram? Você está com o Carlão ainda?
Luiza faz cara de quem não está entendendo
Luiza: Como assim saiu de lá sem o Carlão? Não foi ele quem foi te tirar de lá?… ele te deixou num local próximo e você pegou um taxi para despistar? E onde você está agora?… ok… mas cuidado meu amor! Volta logo para casa.
Casa de Sandra / Sala
A campainha toca e Sandra fica apreensiva.
Sandra: Ai meu Deus… quem deve ser? Eu já negociei com eles que pagaria tudo o quanto antes. Será que vieram atrás de mim?
Novamente a campainha toca e Sandra vai com medo olhar quem pode ser e fica surpresa e fica tranquila ao ver que é Marcos. Ela abre a porta
Marcos: Olá… sou eu.
Sandra: Que susto…, mas agora surpresa e feliz em saber que é você. Entra!
Marcos: Que bom… eu vim te fazer um convite.
Sandra: Convite? Nem sei o que é…, mas já aceitei
Os dois riem
Marcos: Então… meu pai ganhou lá no banco duas passagens com tudo pago para Natal, por 15 dias, mas minha mãe não pode se ausentar lá do fórum nesse período em que vale as passagens. Então ele me deu e eu disse que já tinha uma companhia. Pensei que seria bom para você sumir um pouco, e se nós quisermos ficar um pouco mais, ele disse que podemos ficar.
Sandra parece não acreditar
Sandra: Nossa… você pensou em mim? E a Helena?
Marcos: Pensei! Eu deixei a Helena viver a história dela. Não tinha lugar para mim! Vamos aproveitar as férias e vamos?
Sandra: Marcos, eu não posso aceitar.
Marcos: Por que Sandra?
Sandra: Eu não posso sumir esse tempo todo, pois quando eu voltar os bandidos vão cobrar a dívida e vão achar que eu fugi.
Marcos: Já falei sobre isso com meu pai, Sandra. Ele vai pagar a sua dívida. Você vai se livrar disso.
Sandra começa a chorar
Sandra: Sabe Marcos, nunca recebi tanto carinho e apoio quanto tenho recebido ultimamente de vocês. A galera que chamou minha atenção quando viram que eu estava entrando num caminho totalmente errado, mas não me abandonaram. A Maria que me abrigou durante alguns dias na casa dela, e agora você, que me conhece há tão pouquíssimo tempo e tem demonstrado um grande amigo. Sempre fui filha única e tive uma vida meio que sozinha. Meu pai vive mais pelo mundo do que com a gente. Para te falar a verdade já tem uns 8 anos que não tenho notícias dele. Some e aparece, e sempre foi assim. Minha mãe, nunca ligou para mim. Cada semana arruma um namorado e some para casa deles e volta depois de dias. Assim, ela nunca deixou faltar nada para mim, sempre trabalhou e ganhou bem e nunca tive problemas quanto a isso, pois sempre pagou meus estudos. Mas sei lá, para mim falta algo mais. Acho que foi por isso que entrei nesse mundo perigoso. Mas quando passei a me sentir amada por vocês e o perigo tomou conta da minha vida, me senti na posição de escolher o que era melhor para mim. E escolhi viver limpa dessas porcarias, dessa vida que não me leva a nada. Por que eu sei que existem pessoas, que embora não tenham o mesmo sangue que eu, mas que posso considerar que são a minha família.
Marcos se emociona
Marcos: Nossa Sandra, que história emocionante. Mas bola para frente, minha amiga. Então não tem por que não aceitar meu convite. Nós vamos lá no morro quitar sua dívida e depois partiu Natal.
Marcos e Sandra riem
Sandra: Marcos, eu posso te dar um abraço?
Marcos: Quantos você quiser.
Os dois se olham e novamente pinta um clima entre os dois que se abraçam
Casa de Bernardo / sala
Regina abre a porta e Antônio entra.
Regina: Aí que Bom te ver Antônio. Conseguiu fugir, graças Deus.
Antônio: Sim Regina. O Sérgio perdeu essa.
Regina: Será que ele não vai aparecer novamente? Ai Antônio, eu estou muito preocupada. O Bernardo saiu e não consigo falar com o Léo. Fico preocupada de o Sérgio querer fazer alguma coisa contra eles.
Neste momento Antônio parece se preocupar com o que Regina diz. A campainha toca e ao atender, Regina vê que é a polícia que está na sua casa e fica muito nervosa.
Policial: Boa Tarde! Aqui é da casa do Sr. Sérgio, correto? E a senhora deve ser a esposa?
Regina: Sim… sou a esposa dele. Havia dado parte na polícia dele.
Policial: Sim, recebemos a denúncia. E da informação de que ele foi assassinado esta manhã.
Regina e Antônio demonstram surpresa
Regina: Assassinado?
Casa dos pais de Helena / Sala
Rafael chegou a casa de Helena e foi informado por seu pai que ela havia ido atrás dele., mas para não desencontrar, ele prefere esperar um pouco.
Rafael: Será que ela foi falar comigo sobre o que o Marcos disse? Ai meu Deus, será que eu vou ter minha esposa de volta?
Casa de Bernardo / sala
Policial: esses machucados Sr. Antônio? Pelo visto o senhor apanhou enquanto esteve refém, correto?
Antônio: Sim senhor… dois capangas dele me seguravam e ele batia em mim.
Policial parecendo desconfiar
Policial: E como o senhor conseguiu fugir?
Antônio fica apreensivo com o interrogatório, mas quando vai responder Léo chega e fica nervoso ao ver o policial, e surpreso ao ver o pai livre.
Leonardo: Com licença, boa tarde! Pai? O senhor está livre?
Regina: Filho, o Sérgio foi assassinado.
Léo aparenta alivio em saber que Sérgio morreu, porém demonstra surpresa e   Bernardo que acaba de chegar ouve e parece assustado. O policial acha suspeito as reações dos 3 e começa a interrogá-los.
Policial: Mediante a denúncia feita pela senhora Regina sobre todo o ocorrido durante esses anos, de acordo com a própria confissão do Sérgio, preciso que os 3 me acompanhem até a delegacia.
Todos ficam apreensivos
Policial: Não estou acusando nenhum de vocês, mas preciso que compareçam para depoimentos. Inclusive onde estavam na hora do crime. Pois até que se prove o contrário, um de vocês matou o Sérgio Duarte.
Delegacia
Estão presentes na sala do delegado, Antônio, Bernardo, Leonardo, um policial e o delegado
Delegado: Vocês são os principais suspeitos pelo assassinato do Sérgio Duarte. Morto com 3 tiros. Como não foi achado a arma usada no crime, não foi possível usá-la como prova para tirar as impressões digitais. Então preciso fazer algumas perguntas antes de darmos continuidade ao caso. Mas antes, algum de vocês deseja assumir o crime?
Nenhum dos 3 fala nada, mas demonstram nervosismo.
Delegado: Então vamos lá. Começando pelo senhor Antônio. O senhor havia se entregado no lugar de seu neto. E não ficou muitos dias no cativeiro. Alega que conseguiu fugir. Mas imagina quem possa ter matado a vítima? O senhor tinha motivos para quere se vingar dele, correto?
Antônio: Sim, tinha motivos para acabar com a vida dele. Há anos atrás ele tentou me matar e fez muita família sofrer durante esses anos todos. E agora por último, me fez de refém e queria acabar com minha vida. Mas eu não o matei, senhor delegado.
Delegado: E como conseguiu fugir? Não poderia ter o matado para conseguir a fuga?
Antônio: Quando o meu neto foi levado pelo Sérgio e combinamos que eu me entregaria no lugar dele, nós deixamos esquematizado com um amigo que seguiria o carro que me levou próximo ao cativeiro e esse rapaz tentaria descobrir o local que ele me levaria e num momento propicio ele tentaria me libertar. Não alertamos a polícia naquele momento, para não levantar suspeitas, já que ele havia me ameaçado. Esse meu amigo, monitorou os passos do Sérgio e seus comparsas e quando ele viu que era o momento mais fácil para agir, ele se encapuzou conforme os capangas do Sérgio e conseguiu me soltar. Quando fugimos dali fomos para lugares opostos, ele pegou um carro e fui até um ponto de taxi mais próximo, pois sabia que a qualquer momento o Sérgio poderia voltar. Enfim, num ato não muito esquematizado, arrumamos essa solução para sair imediatamente daquele local.
Delegado: E onde está esse seu amigo?
Antônio: Depois de tudo eu não falei mais com ele. Sei como entrar em contato com ele, mas acho muito pouco provável ele ter voltado ali para matá-lo. Pois ele não tinha motivos para isso.
Delegado: Preciso que me passe o contato desse rapaz. Temos que interrogá-lo. E como você soube que ele havia sido assassinado?
Antônio: Quando o policial que nos trouxe, foi até a casa dos meus filhos contar o ocorrido.
Delegado: E você Bernardo? Quando soube da morte do seu padrasto?
Bernardo: Quando cheguei em casa e ouvi a conversa dos meus pais com o policial.
Delegado: Então você não estava em casa, não é? E posso saber onde você havia ido?
Bernardo fica apreensivo
Bernardo: Quando esse amigo do meu pai havia nos contado onde tinham o levado, eu estava esperando a hora para ir até lá. Pois eu queria resgatar meu pai. Eu tinha acabado de me acertar com ele. Cresci sem meu pai, vítima dessa monstruosidade que o Sérgio aprontou. E acabei conhecendo o meu pai, nesse turbilhão de acontecimentos tristes que eu e minha família passamos nesses últimos meses.
Delegado: Então você sabia onde o Sérgio se escondia? E por isso foi lá. Você assume que compareceu ao local do crime?
Bernardo: Não cheguei a entrar no local, pois assim que me aproximei, vi carros da polícia e suspeitei que tivessem resgatado o meu pai. Foi quando eu vim, apressadamente, aqui para saber notícias.
Delegado: E você acha que sozinho iria resgatar o seu pai?
Bernardo: Não sei o que faria, estava muito preocupado com meu pai. Até procurei meu irmão para ir comigo, mas não consegui falar com ele.
Delegado: Ele não estava em casa?
Bernardo percebe que falou demais.
Delegado: Onde você estava Leonardo, minutos após a libertação do seu pai?
Leonardo também fica tenso
Leonardo: Eu fui até a minha casa para falar com a mãe do meu filho, que desde que ele nasceu sumiu. E depois que eu acordei do coma e vi que ela havia voltado, ainda não tinha tido tempo de conversar com ela sobre o porquê desapareceu esses anos todos. E como estou esses dias na casa da minha mãe precisava ter um momento a sós com ela. E mais ainda agora que soube que ela quer a guarda do nosso filho. Mas não a encontrei e voltei para a casa da minha mãe, quando soube da morte do Sérgio.
Delegado: Bom… até que se prove o contrário, vocês são os principais suspeitos. E enquanto não concluirmos as investigações os três estão proibidos de sair da cidade. Ou até o assassino confessar o crime.
Antônio, Leonardo e Bernardo se olham apreensivos e saem da delegacia
Casa de Maria / Sala
Maria abre a porta e depara com Allan que está na mão um buque de flores
Maria: Pode entrar, Allan.
Allan: Eu vim te convidar para jantar comigo Maria. Tenho sentido muito a sua falta, meu amor.
Maria: Que flores lindas. Obrigada. Também tenho sentido a sua falta.
Allan: Então quer dizer que isso é um sim, para meu convite?
Maria ri e faz sim com a cabeça. Allan fica contente.
Casa de Helena / Sala
Helena entra em casa e encontra Rafael
Helena: Oi Rafa! Tudo bem?
Rafael: Sim e você?
Helena: Muito bem também. Fui até sua casa.
Rafael: Seus pais me falaram. O que você queria?
Helena: Preciso falar com você. Mas antes me diz, o que você veio fazer aqui?
Os dois riem
Rafael: O Marcos me procurou, falou sobre vocês dois e eu decidi mais uma vez te pedir perdão. Dizer o quanto eu te amo e sinto a sua falta.
Helena: E eu fui atrás de você para dizer que te amo e sempre te amei. E quero reatar nosso casamento e curtir junto de você cada segundo dessa nossa gravidez. Do nosso bebê.
Rafael se emociona
Rafael: Meu amor. Prometo te amar mais e mais a cada dia. Prometo cuidar de você e do nosso filho todos os dias da minha vida. Empregado ou desempregado, com dinheiro ou sem dinheiro. Com problemas ou sem eles. Com ou sem preocupações.

Helena completa as falas dele, chorando.

Helena: Quero passar por todos os momentos difíceis ou os mais alegres ao seu lado. Não importa quais sejam eles. Por que maior do que tudo isso, é o amor que eu sinto por você. Meu marido, meu esposo, meu companheiro, meu melhor amigo.

Os dois se beijam emocionados

Casa de Leonardo / Sala

Daniel: Mãe meu pai disse que eu não posso dormir aqui com você. Que por enquanto, nós vamos ficar na casa da vovó.

Daniele: Filho, você precisa ajudar a mamãe a casar com o papai. Até por que agora nós somos muito ricos. Somos donos de uma universidade. E temos uma casa linda, com piscina. Não é legal?

Daniel: Temos uma casa com piscina?

Daniele: Sim meu filho. Uma casa grandona.

Daniel: Mas onde é? Nunca fui lá.

Daniele: Então filho… você gosta do seu avô, não gosta?

Daniel: Sim mamãe, ele é muito bonzinho comigo.

Daniele: Você precisa pedir a ele, para gente ir morar lá na casa dele. Com certeza ele vai querer a gente lá pertinho dele. A casa dele é muito grande

Daniel se anima

Daniel: então, a gente vai poder morar todo mundo junto? A vovó, o vovô, o tio Bê, a senhora e eu?

Daniele: sim meu amor. É só você falar com ele que quer morar na casa dele.

Daniel está alegre.

Restaurante

Maria: Nossa Allan, que restaurante maravilhoso. Lindo demais.

Allan: Você merece minha gata. Até por que essa noite é muito especial.

Maria: Allan, eu ainda não decidi sobre nós dois. Eu sei que esse convite tinha uma segunda intenção nisso tudo e eu aceitei. Pois eu realmente sinto a sua falta. Mas ainda não esqueci o que aconteceu. Eu preciso muito pedir desculpas ao Bernardo por tudo o que aconteceu. Nós fomos vítimas do padrasto dele e querendo ou não, suas também.

Allan: eu sinto muito Maria. Eu fui um idiota. Mas o Bernardo não é tão santinho como você pensa.

Maria não entende o que Allan quer dizer.

Maria: O que está querendo dizer Allan?

Allan: Ele é o principal suspeito na morte do padrasto dele. O seu amigo Bernardo, é um assassino Maria.

Maria fica surpresa e sai apressada do restaurante, sem se despedir de Allan, que fica sem entender nada

Casa de Bernardo / Sala

Bernardo: Realmente é uma situação muito complicada essa. Quem teria motivos para matar o Sérgio?

Leonardo está muito nervoso

Leonardo: Cara só pode ser um dos capangas que o papai disse que estavam com ele. Até por que só nós aqui de casa, os capangas e o Carlão amigo do papai que sabíamos do paradeiro do Sérgio.

Bernardo: eu acho muito improvável ser o Carlão. Ele não tinha motivos. Infelizmente nós somos os únicos que poderíamos querer acabar com o cara.

Bia: Ou esses capangas gente. São bandidos e nem sempre tem motivos para matar. As vezes o Sérgio devia a eles, sei lá.

Leonardo: O problema é que nunca saberemos quem eram os capangas para poder incriminá-los. Estamos ferrados, só isso.

Regina está preocupada demais

Regina: Meus filhos, a verdade vai aparecer eu creio.

Leonardo: Eu vou lá em casa buscar o Dani… Já está muito tempo sozinho com aquela louca. E preciso conversar com ela. Ela não vai tomar meu filho de mim, nunca. Quer uma carona até em casa Bia?

Bia: Aceito sim, Léo. Antes vou ao banheiro rapidinho.

Leonardo: Vou tirar o carro então. Te espero lá fora.

Regina: Cuidado meu filho.

A campainha toca, Léo que está de saída atende e é Maria que entra.

Maria: Olá, com licença!

Regina: Oi Maria! Tudo bem?

Maria: Está sim, dona Regina.

Bernardo: Que surpresa Maria. Senta aí.

Maria: Eu preciso falar com você.

Bia volta do banheiro e se despede.

Bia: Tchau gente… vou aproveitar a carona do Leonardo.

Regina: Volte sempre Bia, será sempre bem-vinda aqui.

Bia: Obrigada Dona Regina. Deixa eu ir lá acompanhar o Léo. Estou achando ele muito nervoso e não é bom dirigir sozinho.

Regina: Eu também achei, minha filha… então fica de olho nele!

Bia: Pode deixar

Bia sai e Regina vai em direção ao quarto

Bernardo: Quer alguma coisa? Água, suco?

Maria: Bernardo, eu soube dessas suspeitas da polícia de que você pode ser o assassino do seu padrasto. Mas eu vim aqui te dizer que eu não acredito nisso.

Bernardo fica feliz

Bernardo: Nossa, Maria. Fiquei um pouco mais aliviado, pois tenho medo de que todos pensem que eu possa ter feito algo contra ele.

Bernardo se emociona

Bernardo: Eu sei que ele fez minha família sofrer por muitos anos, ele quis de todas as formas me ver infeliz.

Maria também se emociona

Maria: Você foi vitima dele meu amigo. Eu tenho certeza de que você é inocente. Eu precisava te dizer isso. Por que eu sei do seu caráter, seu do enorme e lindo coração que você tem.

Bernardo: Até com você ele mexeu né? Mas o Allan foi um infeliz no que se sujeitou a fazer. Mais uma vítima do Sérgio. Mas é uma boa pessoa.

Maria: Realmente ele foi vítima, pois se ele se submeteu a isso para fazer um mal, ele quem se deu mal. Por que isso só serviu pra eu descobrir que desde sempre eu gosto mesmo é de você.

Bernardo está surpreso

Bernardo: Como é que é?

Maria: Bernardo, você ainda gosta de mim? Ainda tem um espacinho para mim dentro desse coração enorme?

Bernardo começa a chorar

Bernardo: Aí, Maria… eu tenho passado por tantas coisas. Parece que os problemas sempre tomaram conta da minha vida. Eu penso que nunca terei a oportunidade de ser feliz. E parece que isso que está me dizendo, eu estou sonhando, pois nunca imaginei que um dia eu fosse ouvir isso de você.

Maria: Então começaram os dias de paz, Bernardo. Tenho certeza de que tem muita coisa boa vindo por aí. Então, você aceita ser meu namorado?

Bernardo: Claro que sim

Os dois se beijam. Regina assiste a cena, emocionada

Casa de Antônio / Sala

Antônio: eu te prometo meu amor! Não fui eu quem matou o Sérgio.

Luiza: Mas infelizmente até que se prove quem é o verdadeiro assassino você é um dos suspeitos. E eu estou com muito medo Antônio. Não sei como vai ser aqui sem você. A qualquer momento pode sair a guarda da Duda, e agora eu com câncer.

Luiza começa a chorar

Antônio: Meu amor. Eu vou provar que não fui eu o assassino do Sérgio. E estarei junto de você em todo o tratamento do câncer, e vamos festejar a guarda da nossa filhinha, que em breve estará morando aqui com a gente.

Luiza: Eu te amo Antônio. E preciso muito de você.

Casa de Leonardo / Sala

Leonardo: Não adianta Daniele, você não vai me tirar o Daniel. Até por que Juiz nenhum vai dar a guarda para uma mãe abandonou o filho e ficou 8 anos sem nem querer saber da existência do filho.

Daniele: E para um assassino? Você acha que o juiz vai dar a guarda, de uma criança para um assassino?

Leonardo fica temeroso

Daniele: Se meu filho não puder ficar comigo, com você ele também não fica Leonardo.

Leonardo: Para que eu seja considerado um assassino é preciso de provas, Daniele. E isso eles não têm.

Leonardo grita por Daniel que está no quarto

Leonardo: Vamos filho? Te espero no carro.

Leonardo sai

Daniele: Nem que eu preciso forjar provas contra você Leonardo. Mas meu filho você não tira de mim. E em breve me mudarei para aquela mansão do Antônio e abocanharei também uma parte desse dinheiro que pertence ao meu filho.

Delegacia

Delegado: Boa Noite! A senhora quem é?

Regina: Me chamo Regina, sou a viúva do Sérgio Duarte.

Delegado: Pois não senhora. Veio fazer o papel de advogada dos filhos e do ex-marido?

Regina: Não… eu vim confessar o crime. Eu matei o Sérgio!

O delegado se surpreende

FIM DO CAPÍTULO 17

Postar um comentário

Copyright © Portal Comenta TV. Designed by OddThemes & SEO Wordpress Themes 2018