Novela Escrita | Fruto da Imaginação - Capítulo 14



Casa de Bernardo / Sala

Regina: Graças a Deus! Sabia que meu filho ria acordar. Obrigada meu Deus. Vou pegar minha bolsa para irmos ao hospital
Regina sai em direção ao quarto e Bernardo não perde a oportunidade de alfinetar Sérgio.
Bernardo: Estou muito feliz para poder discutir com você agora Sérgio. Mas sua oração contraria não funcionou. Pra sua tristeza meu irmão venceu.
Sérgio não diz nada. Regina volta

Regina: Vamos para o hospital. Você leva a gente Sérgio?

Sérgio: Claro meu amor, levo sim.

Os 3 saem.

Hospital / Recepção

Luiza: é melhor você esperar Antônio. Acalme-se.

Antônio: Eu preciso ver meu filho, Luiza.

Luiza: Meu amor, como você vai entrar no quarto? Vai chegar e dizer, meu filho eu sou seu pai que estava 18 anos sumido. E voltei?

Antônio: Você tem razão Luiza. Mas estou muito tenso.

Neste momento chegam Regina, Bernardo, Bia, Daniel, Daniele e Sergio. E ao ver Antônio, Sérgio não o cumprimenta e finge não o ver.

Antônio: Que bom que vocês chegaram. Já estava tenso.

Regina: Oi Antônio, corremos para chegar até aqui.

Antônio: Pessoal, essa aqui é minha esposa Luiza. Essa é Regina, a mãe dos meninos.

Luiza: Prazer Regina.

Regina: Oi Luiza. Prazer também. Obrigada por ter vindo… será que podemos entrar no quarto?

Antônio: Podem sim… depois eu entro. Entra vocês.

Todos entram, exceto Antônio e Luiza

Hospital / Quarto

Regina chora ao ver que Léo está acordado e sentado na cama. Bernardo, Bia e Daniel se emocionam.

Regina: Léo? Meu filho?

Leo: Família! Por acaso acharam que eu ia morrer?

Léo está muito bem e brincando. Bernardo está emocionado, mas acha graça da “piada do Léo”

Bernardo: Que susto você nos deu cara. Você sempre deixou a mamãe de cabelo branco, mas dessa vez foi forte.

Daniel: Paizinho, que bom que o senhor acordou.

Daniel pula na cama e abraça Léo… Os dois se emocionam. Léo percebe que Daniele também está no quarto e fica sem entender.

Leonardo: Daniele? É você?

Daniele começa a chorar.

Daniele: Meu amor! Que bom que você não morreu. Estava morrendo de medo de te perder.

Leonardo: Como assim? Você sumiu a anos.

Daniel: Pai, agora que você acordou vai poder casar com a mamãe!

Bernardo: Depois vocês vão falar sobre isso Dani. Seu pai precisa ficar 100% bom e resolver isso.

Regina: Filho, como vi que você já está melhor e já está tendo surpresas, tem uma pessoa lá fora que quer muito te ver e acho que você vai se sentir muito bem.

Bernardo: A senhora não acha cedo demais?

Regina: Eu acho que isso vai ser muito bom meu filho. Até por que o Dani vai acabar contando.

Bernardo: Embora não concorde, vou ficar aqui vigiando.

Leonardo: Oi Bia... obrigado pela visita, e você Sérgio também.

Sérgio: estávamos na torcida por você Léo.

Bia: Estou muito feliz em vê-lo bem Leonardo.

Daniele, Regina, Bia, Daniel e Sérgio saem.

Leonardo: Acho que dessa vez, minhas travessuras foram longe demais né mano? Por que até a Daniele apareceu. Quanto tempo eu estou aqui?

Antônio entra e Léo se assusta

Antônio: Com licença.

Leonardo: Pai?

Antônio começa a chorar e Léo percebe que é ele mesmo e chora.

Antônio: Sou eu!

Os dois se abraçam chorando. Bernardo tenta segurar as lágrimas sem sucesso.

Leonardo: Onde o senhor estava pai? Como apareceu aqui?

Antônio: Meu filho,  o poder do destino me fez reencontrar vocês. Mas pra que você também fique mais tranquilo Bernardo, eu conversei com o médico sobre poder contar toda a história. E como o seu irmão está muito bem, ele me autorizou a contar tudo.

Bernardo: Então conta ué. Só acho que ele não vai cair nas suas desculpas.

Antônio: Meu filho eu vou te contar toda história. Desde o meu sumiço, até quando e como eu reencontrei vocês.

Léo se ajeita na cama e Bernardo finge que não está nem ai, enquanto Antônio conta a história.

Dias depois

Casa de Bernardo / Sala

Bernardo: Seja bem-vindo meu irmão.

Regina: Aguardamos ansiosos seu retorno. Vai ser bom te ter aqui conosco por uns dias.

Leonardo: E eu não aguentava mais aquele hospital. Quando o pai chegou para me buscar quase soltei fogos de alegria.

Regina: Você vai ficar no quarto do seu irmão com o Daniel.

Leonardo: O papai insistiu para que eu fosse para casa dele, mas como sabia que a senhora ficaria sentida, eu resolvi vim pra cá.

Sérgio: Pelo visto você perdoou seu pai facilmente né Leo?

Leonardo: Sim, eu acreditei no que ouvi. Para mim, o mais curioso é como nos reencontramos. O acidente... logo com meu pai. Agora só falta o Bê entender e perdoar nosso pai.

Bernardo: Ih, Leo… vamos mudar de assunto. Cadê suas coisas para você levar pro quarto?

Leonardo: O papai foi estacionar o quarto e vai trazer. E você já se declarou pra Maria Bê? Não tenho a noção de quanto tempo fiquei por lá, sei lá, vai que já até casou.

Todos riem

Sérgio: essa menina já está namorando outro cara. O Bernardo foi esperar o momento certo, perdeu.

Bernardo: Você não tem nada a ver com isso.

Sérgio fica sem graça. Antônio entra.

Bernardo: Então… não deu em nada! Ela está namorando com um professor lá da faculdade.

Antônio: Com licença.

Regina: Entra. O quarto é nesse corredor aqui. Acompanha ele Léo.

Leonardo: Por aqui pai.

Antônio segue Léo em direção ao quarto. Ao passar pelo primeiro quarto, Antônio observa um chaveiro escrito: “Campina Grande 1997”, e deixa a bolsa cair, assustado.

Leonardo: Pai? O que houve?

Leonardo se preocupa com Antônio

Leonardo: Está passando mal, pai?

FLASHBACK:

Um homem encapuzado joga Antônio no chão de uma sala onde as janelas estão fechadas com cadeados. Antônio está amarrado e parece ferido.

Antônio: Onde eu estou? Quem é você?

Antônio olha para a porta e observa um chaveiro escrito: “Campina Grande 1997”

FIM DO FLASHBACK

Leonardo: Pai… o que houve?

Antônio parece perturbado

Antônio: Nossa, esse chaveiro me fez lembrar de uma coisa. Mas onde é o quarto?

Leonardo: É aqui, entra!

Casa de Leonardo / Sala

Bia: O que você quer Daniele? Me chamou?

Daniele: Eu te chamei para lhe falar que não precisaremos mais de seus serviços. Agora temos dinheiro para contratar uma empregada.

Bia fica surpresa e ao mesmo tempo triste

Bia: Mas e quem vai cuidar do Daniel?

Daniele: Isso não te interessa. Está dispensada.

Bia: Tudo bem… eu ao menos posso ir com vocês visitar o Leonardo na casa da dona Regina?

Daniele se irrita e quer a todo custo se livrar de Bia

Daniele: Claro que não. Agora pode sair? Por que meu sogro vai vim nos buscar para irmos visitar o meu marido. E pode deixar que o convite do meu casamento vai chegar!

Bia se entristece pois entende que Daniele está provocando e acredita que eles possam estar reatando.

Bia: Tudo bem. Obrigado. Dá um beijo no Dani por mim.

Daniele: Pode deixar. Assim que ele sair do banho eu dou.

Bia: Tchau.

Bia sai e Daniele faz cara de esnobe.

Daniele: Mosca morta. Adeus.

Casa de Bernardo / Quarto

Daniel entra correndo e abraça o pai e os 2 choram

Daniel: Paizinho. Fiquei com tanto medo de te perder.

Antônio: Meu rapazinho…

Antônio se emociona

Antônio: Quando tudo aconteceu você era mais ou menos da idade do Daniel. Graças a Deus, vou poder ver o meu netinho crescendo e compensar todos esses anos. É claro se vocês permitirem. Preciso tanto do perdão de vocês meus filhos.

Leonardo: Claro que te perdoo pai. Vamos viver daqui para frente. E você Bernardo? Perdoa o papai!

Bernardo está sério.

Sérgio: Você não pode intervir na decisão do seu irmão, Léo.

Antônio fica pensativo ao ouvir Sérgio falar.

Antônio: Meu Deus! Essa voz.

FLASHBACK:

Antônio está suando frio, e caído com as mãos para trás. Um homem encapuzado de camiseta sem manga com tatuagem de uma cruz no braço esquerdo entra na sala em que Antônio está caído.

Antônio: Pelo amor de Deus cara... me dê um pouco d’agua. Eu não estou sentindo bem.

Encapuzado: Isso é problema seu!

Antônio: eu vou morrer de sede e fome.

Encapuzado: E você está pensando que veio para tão longe fazer o que? Colônia de férias? Você veio pra morrer, mesmo meu querido. Mas não será agora. E eu não quero presenciar isso. Mas tem quem fará por mim (dá um soco em Antônio).

FIM DO FLASHBACK

Antônio age sem pensar e acusa Sérgio. Todos ficam surpresos. Sérgio fica nervoso.

Antônio: É você! Foi você quem estava comigo naquele local, quando fui sequestrado!

Sérgio (um pouco nervoso): Você está louco? Nem sei do que você está falando.

Todos ficam espantados com a discussão.

Antônio: Agora entendi... quando passei pelo outro quarto e vi aquele chaveiro lembrei que era idêntico ao que estava na porta do quarto em que me jogaram quando fui sequestrado. E que por sinal era a cidade onde eu estive, enquanto refém dos sequestradores. E agora quando você falou com o Bernardo novamente me veio a lembrança daqueles momentos e a voz era a mesma que falou comigo lá em Campina Grande. Justamente o local e ano que estão escritos no mesmo chaveiro.

Sérgio demonstra nervosismo.

Sérgio: Só pode estar louco. Isso é coincidência. Eu nunca estive em Campina Grande. Você está querendo se fazer de vítima para seus filhos, para não pensarem que você os abandonou por que quis.

Regina fica confusa.

Regina: Mas Sérgio, você já esteve sim nessa cidade. Inclusive disse ter comprado esse chaveiro lá.

Sérgio tenta se explicar.

Sérgio (sem reação): Disse? Isso não importa. Você deve estar confundindo Regina. Isso não tem cabimento. O que eu sei é que isso que esse cara está falando é calúnia e eu vou te processar por isso.

Antônio: Se for um erro meu, desculpa. Mas antes, só para eu tirar a última dúvida, você pode levantar a manga da sua blusa?

Sérgio fica sem entender, mas não imagina que Antônio tenha visto sua tatuagem na época do sequestro.

Sérgio: Como é que é?

Antônio: Sim… Por que um dos caras que esteve lá no cárcere, tinha a tatuagem de uma cruz no braço esquerdo. E disso eu me lembro muito bem.

Bernardo na hora se manifesta.

Bernardo: O Sérgio tem uma tatuagem dessas!

Ninguém consegue acreditar no que está acontecendo.

Antônio: Tem certeza de que tudo isso é coincidência Sérgio?

Sérgio não sabe o que fazer, mas de repente avista uma tesoura encima da mesa onde está o computador de Bernardo. Pega a tesoura e num impulso puxa Daniel a força e coloca a tesoura próximo ao pescoço do menino o fazendo de refém.Todos se apavoram.


FIM DO CAPÍTULO 14

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