Novela Escrita | O Preço da Verdade - Penúltimo Capítulo


CENA 1 - INT. / CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA/SALA DE REUNIÕES - NOITE.

A polícia já está do lado de fora do hospital e os repórteres também. 

VINICIUS: O problema dele é comigo. Eu vou lá!

LUÍZA: Ficou louco? Ele está armado. Se você teve sorte da primeira vez, não vai ter da segunda. 

VINICIUS: Tem gente lá fora que não tem nada a ver com isso. Eu não posso ficar aqui e deixar a vida deles em risco. 

MAURO: Ela tem razão Vinicius, você não pode se arriscar assim!

VINICIUS: O que eu não posso é ficar aqui de braços cruzados esperando.

VINICIUS sai da sala de reuniões. Corta para:

CENA 2 - INT. / COBERTURA DE DEBORA/SALA DE JANTAR - NOITE. 

MADALENA e DEBORA jantando com a televisão ligada.

MADALENA: Você já visitou tantos lugares... Paris deve ser mágico né?

DEBORA: Paris é a cidade dos sonhos. Tão linda, tão mágica. O Teodoro fez bem ir para lá, fugir da loucura que é esse país. Eu te chamei aqui porque apesar de tudo, você é minha mãe e só tem a mim. Eu queria te comunicar que estou pensando em ir pra lá no próximo mês.

MADALENA (com os olhos cheios d'água): Você vai me deixar? 

DEBORA: Acho que preciso dar um tempo disso aqui. Tudo o que aconteceu na minha vida nesses dois últimos meses foram cruciais para eu tomar essa decisão. Não acho que algo de bom me espera aqui, acho que eu preciso sair, sair um pouco dessa rotina que se tornou minha vida. Acho que no fim, o Teodoro sempre teve razão e eu preciso sim me arriscar mais.

MADALENA: Mas olha o que aconteceu com ele...

DEBORA: Não digo me arriscar nesse aspecto. Digo me arriscar em viver, aproveitar, fazer amigos... não ficar dentro de um apartamento vendo a minha vida passar.

MADALENA (chora): Eu queria tanto voltar atrás. Eu queria tanto estar na sua formatura, acompanhar sua carreira, ser a sua amiga, eu queria tanto ter tido mais tempo com você. Eu nunca vou me perdoar por tudo o que eu fiz. Eu nunca vou me perdoar pela dor que eu lhe fiz passar. Eu não estou dizendo que sou uma vítima, não é isso. Só estou dizendo que todas as escolhas que eu fiz nessa vida, foram as piores.

DEBORA (pega na mão de MADALENA): Não chore. Eu não lhe convidei para vir aqui para chorar ou falar sobre passado. No fim de tudo, eu ainda tenho você e agradeço por ter que conviver com seus defeitos. Afinal, somos humanos. Eu não acho que você seja uma vítima, mas hoje entendo que você só conheceu alguém ruim. Depois de conhecer toda a história do Vinicius, acredito que você não seja a pior pessoa do mundo como eu desenhei durante todos esses anos.

MADALENA: O meu erro foi me apaixonar por ele. Eu fiquei cega e esqueci de qualquer outra coisa. Mas não de você, eu fiquei aqui por você. Ele dizia que me amava e falava em largar a esposa por mim, mas eu não quis.

DEBORA: Eu não quero falar sobre isso porque me dói. Eu quero falar sobre o fato de você ir comigo para Paris. 

MADALENA: Eu? Ir com você?

DEBORA: Sim! Você se deu muito bem com o Teodoro, e a gente pode ficar lá. O que você acha?

MADALENA: Seja aqui ou no fim do mundo, o que eu quero é estar com você!

As duas se abraçam emocionadas, mas tem a atenção voltada para uma "notícia urgente" que aparece na televisão. A notícia é sobre Edgar que continua com reféns e ameaçando colocar fogo no hospital. Agora, as câmeras pegam VINICIUS se aproximando dele para conversar.

DEBORA (preocupada): É o Vinicius?! Eu preciso ir para lá agora!

MADALENA: Ficou louca? É perigoso!

DEBORA: Eu preciso ir!

DEBORA pega sua bolsa e as chaves do carro, MADALENA vai atrás dela. Corta para:

CENA 3 - INT. / CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA/RECEPÇÃO - NOITE. 

VINICIUS chega na recepção.

EDGAR (com ódio): Olha quem apareceu... sabe que eu ainda não entendi como foi que você sobreviveu da primeira vez?

VINICIUS: O seu problema é comigo, deixe essas pessoas irem embora!

EDGAR: Já chegou querendo mandar? Você acha que é quem?

VINICIUS: Por favor, deixe as pessoas sairem. Vamos resolver isso como dois homens!

EDGAR: Desde quando você é homem? Durante anos eu trabalhei pra você. Durante anos eu fiz desse hospital minha vida, para de repente você chegar e querer roubar tudo de mim?

VINICIUS: Esse hospital é do meu pai!

EDGAR (grita): Meu! Esse hospital é meu! Seu pai morreu, e você mesmo fazia questão de dizer que não sentia falta. Você amava se pai? Fala! Você amava?

VINICIUS: Eu era uma criança e não entendia o porque dele preferir isso aqui à mim. 

EDGAR: Papo de bichinha. De moleque que nunca teve que suar na vida. Essas pessoas vão morrer por sua causa, porque eu não vou deixar você e nem elas saírem daqui vivas.

As pessoas ficam agitadas com o que houvem. VINICIUS ficam sem saber o que fazer. Corta para: 

CENA 4 - EXT. / FRENTE DO CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA - NOITE.

Além de policiais e repórteres, não para de chegar mais gente na frente do hospital. GABRIEL chega na frente do hospital e tenta entrar, mas é impedido por um policial.

POLICIAL: Pode ficando atrás da faixa.

GABRIEL: Eu preciso entrar senhor. Tem uma pessoa ai dentro que é muito importante para mim, por favor. 

POLICIAL: Eu peço que fique calmo e que estamos tomando as providencias para entrar sem que ninguém se machuque.

GABRIEL: Vocês estão aqui há horas esperando o que? Alguém ser morto?

POLICIAL: Perdeu a educação rapaz? Quer ficar esperando algemado aí no carro?

GABRIEL: Desculpe senhor, eu só preciso saber se ela está bem.

POLICIAL: Fique calmo, assim que a gente souber alguma notícia de alguém lá dentro, todos vão saber. Não é só você que tem alguém especial em perigo.

GABRIEL recua e vai para trás do hospital. Ele começa a procurar uma outra forma de entrar e percebe que tem um muro alto sem proteção que dá na parte de trás do hospital. Ele tenta subir no muro, mas não consegue. Ele fica tentando ver um jeito de conseguir. Corta para:

CENA 5 - INT. / CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA/SALA DE REUNIÕES - NOITE.

LUÍZA e DOUTOR MAURO nervosos. 

LUÍZA: Eu vou lá falar com ele. Afinal, eu sou filha!

MAURO: Ele já lhe deu um tiro, você quer que agora ele dê um certeiro?

LUÍZA: Não foi ele quem me deu um tiro.

MAURO: Qual a diferença? De qualquer maneira, foi ele sim!

LUÍZA: Ele não teria coragem de puxar o gatilho!

MAURO: Você vai pagar pra ver? Já não basta o Vinicius correndo risco?

LUÍZA: Eu não vou mais deixar ele acabar com a vida de ninguém!

LUÍZA sai da sala e MAURO fica sozinho e apavorado. Ele olha pela porta e observa LUÍZA se aproximando. Corta para:

CENA 6 - EXT. / FRENTE DO CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA - NOITE.

LEONORA chega nervosa e chorando, mas é impedida pelos policiais de se aproximar.

POLICIAL: Calma, senhora! Nós estamos tentando achar um jeito de abrir a porta dos fundos sem que faça barulho e atraia a atenção do sequestrador.

LEONORA: Aquele desgraçado vai matar a minha filha. Vocês precisam tirar ela lá de dentro, por favor! Tirem a minha filha lá de dentro!

LEONORA observa da porta LUÍZA se aproximando. 

LEONORA (grita): Sai dai! Luíza, sai dai! Por favor, saia dai!

LUÍZA não escuta por conta da distância e da porta fechada.

POLICIAL: Calma, senhora!

GABRIEL aparece e vai até LEONORA.

GABRIEL: Senhora?

LEONORA: Gabriel? O que está fazendo aqui?

GABRIEL: Eu vim assim que eu vi no noticiario. Eu precisei vim, Leonora.

LEONORA: Ele vai matar a Luíza, Gabriel. Eu sinto!

GABRIEL pega LEONORA pela mão.

LEONORA: Onde você está me levando?

GABRIEL: Você vai me ajudar a invadir o hospital.

Eles chagam no muro.

GABRIEL: Você vai me dar uma mão para que eu consiga pular o muro.

LEONORA: Ficou louco?

GABRIEL: Eu amo a sua filha, Leonora. Não posso deixar ela lá dentro sem tentar fazer algo.

LEONORA pega da sua bolsa uma arma e coloca nas mãos de GABRIEL.

LEONORA: Leve isso!

GABRIEL fica olhando para LEONORA, mas acaba guardando a arma. Ela tenta ajuda-lo, mas não tem sucesso.

LEONORA: Você é muito pesado! Me dá a arma aqui...

GABRIEL: O que você vai fazer?

LEONORA: Me dê a arma aqui. Ninguém melhor do que eu para entrar no hospital, eu conheço cada canto.

GABRIEL: Ficou louca?

LEONORA: Vai ser mais fácil você me colocar lá em cima do que eu. Vamos, me dê a arma.

GABRIEL: E se algo acontecer com você? Eu nunca vou me perdoar. 

LEONORA: Eu só quero que você me prometa que vai olhar a minha filha. Vai cuidar dela para mim. Você estar aqui prova que ela está com o cara errado! Ela tem um jeito meio doido, mas ela tem um coração bom. Ela não sabe, mas vai descobrir que o que ela sente por Vinicius não é amor.

GABRIEL: Obrigado! 

LEONORA: Agora me dê a arma e me coloque dentro desse hospital!

GABRIEL entrega a arma para LEONORA e a ajuda a subir no muro. LEONORA pula para dentro do hospital e torce o pé. Corta para:

FIM DO CAPÍTULO 14

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