Novela Escrita | O Preço da Verdade - Capítulo 13


CENA 1 - INT. / COBERTURA DE DEBORA/QUARTO DE HOSPEDES - DIA.

VINICIUS arrumando algumas roupas em uma mala. DEBORA bate na porta e entra. Eles sorriem um para o outro e ela se senta na cama e o olha arrumar as coisas.

DEBORA: Como você está?

VINICIUS: Pronto pra outra!

DEBORA: Nem brinca com isso!

VINICIUS: Verdade. Já imaginou mais um mês comigo aqui incomodando?

DEBORA: Você sabe que não me incomoda né? Sabe que eu vou até sentir saudades de ter companhia?

VINICIUS: Logo, logo o Teodoro volta!

DEBORA: Acho difícil ele voltar para o Brasil depois de tudo o que aconteceu. Ele ficou muito abalado...

VINICIUS: Mas não é para menos né? E de pensar que quem fez isso continua por aí...

DEBORA: É, hoje em dia não tem mais como confiar em ninguém.

VINICIUS acaricia o rosto de DEBORA.

VINICIUS: Eu fui muito enganado pelo meu tio, acho que eu nunca imaginei que passaria por algo parecido em minha vida. Mas eu não perdi a fé nas pessoas, até porque você cruzou o meu caminho depois de tantos anos e me ajudou no momento que eu mais precisei. 

DEBORA: Eu só fiz o que tinha que ser feito. E você sabe que você pode ficar aqui se ainda não se sentir preparado para voltar para a casa né?

VINICIUS: Eu preciso voltar. Eu preciso ver como está o hospital com a Leonora e a Luíza à frente dele, sem falar que eu não vejo a minha mulher desde o dia do meu casamento.

DEBORA tenta disfarçar o incômodo. 

DEBORA: É verdade! Mas então vê se não some né?

VINICIUS: Claro que eu não vou sumir, e assim que eu organizar as coisas, vou fazer um jantar para você lá em casa.

DEBORA: Não, não precisa!

VINICIUS: Claro que precisa! Eu faço questão. Afinal, se não fosse você, aquele homem teria roubado a minha vida.

DEBORA: E ele? Nenhuma notícia?

VINICIUS: A última vez que eu falei com o investigador ele não tinha nada de novo. Mas isso já era de se esperar né? Eu tenho certeza que ele fugiu com toda a grana que deve ter roubado de mim. 

DEBORA: Tem certeza que não é arriscado?

VINICIUS: Eu não vou mais deixar de viver por conta do Edgar. Durante anos eu o deixei me manipular. Sem saber, deixava ele controlar meus passos. Eu já fui muito prejudicado, e apesar de nunca entender o fato do meu pai preferir o trabalho do que o filho, eu entendo tudo o que ele me falava do próprio irmão e eu achava que era mentira.

DEBORA: Boa sorte nessa nova fase da sua vida. Você vai conseguir se reerguer depois de tudo o que aconteceu. Pelo que eu ouvi você tem duas mulheres maravilhosas ao seu lado!

VINICIUS: Obrigado! Obrigado por tudo!

Os dois se abraçam calmamente. Corta para:

CENA 2 - INT. / CASA DOS CARVALHO/QUARTO DE LUÍZA E VINICIUS - DIA.

GABRIEL deitado na cama coberto apenas por um lençol e LUÍZA colocando a roupa. 

LUÍZA: Você precisa se vestir e sair antes que o Vinicius chegue.

GABRIEL: O cara precisa mesmo voltar? Ele não quer ficar mais uns meses fora?

LUÍZA: Pirou? É ele que paga o seu salário, esqueceu? Agora levanta e vai fazer o teu serviço.

GABRIEL levanta e começa a colocar a roupa.

GABRIEL: Agora que o maridinho vai chegar, não vai esquecer de mim, ok?

LUÍZA: Eu já disse que eu vou levar o meu casamento a sério a partir do momento que ele passar por aquela porta. Nós já conversamos!

GABRIEL chega perto de LUÍZA e a beija.

GABRIEL: Você vai sentir saudades de mim, não vai conseguir ficar afastada por muito tempo.

LUÍZA: Você está se achando né? A partir de agora temos uma relação de patroa e empregado. Nada mais que isso! 

LUÍZA termina de se arrumar.

LUÍZA: Quando terminar fecha a porta.

LUÍZA sai. Corta para:

CENA 3 - EXT. / FRENTE DO CONDOMINIO DE DEBORA/TÁXI - DIA.

VINICIUS sai na rua e tem vários repórteres o esperando. Ele não responde ninguém e entra no táxi. Corta para:

CENA 4 - INT. / CASA DOS CARVALHO/SALA DE ESTAR - DIA.

VINICIUS entra em casa e é recebido por LEONORA com muitos abraços e beijos.

LEONORA: Você não sabe como eu tive medo de nunca mais ver você meu sobrinho.

VINICIUS: Eu estou bem tia. Estou muito bem!

LEONORA: A Luíza teve que ir para o hospital e disse que espera você lá para falar com o pessoal todo. 

VINICIUS: Eu só vim aqui deixar minha mala e pegar meu carro, já estou indo para lá. Você vai?

LEONORA: Não. Vou pedir para a Néia fazer algo bem especial para nós jantarmos todos juntos hoje.

VINICIUS: Eu não sei que horas nós iremos chegar, mas faça isso. Vou tentar vir o quanto antes!

VINICIUS deixa a mala em um canto, beija LEONORA e vai para a garagem pegar o carro para sair. Corta para:

CENA 5 - EXT. / FEIRA DA CIDADE/VENDA DE VERDURAS - DIA. 

MADALENA sentada lendo uma revista pois não tem muito movimento. Ela se surpreende com DEBORA que chega na feira. 

MADALENA: Filha? Aconteceu alguma coisa?

DEBORA: Não. Eu estava em casa pensando no quanto você ajudou o Teodoro e eu nem agradeci por conta dos últimos acontecimentos. Você quer jantar comigo hoje? Lá em casa?

MADALENA não esconde a felicidade, mas tenta se segurar.

MADALENA: É claro que eu aceito!

DEBORA: O meu motorista vai lhe pegar às 20h.

MADALENA: Combinado!

DEBORA vai embora. MADALENA fica com os olhos cheios d'água. Corta para:

CENA 6 - INT. / CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA/SALA DE REUNIÕES - NOITE.

Todos os médicos reunidos ouvindo o que VINICIUS tem pra falar. Na porta, MAÍSA observa de longe.

VINICIUS: ... então eu acho que era isso que eu tinha para falar. Eu vou dar o meu melhor por esse hospital que foi construído com o suor do meu pai e que durante tantos anos ficou em mãos erradas. Eu conto com a ajuda de vocês! Muito obrigado.

Todos o aplaudem e DOUTOR MAURO vai até VINICIUS, enquanto os outros começam a sair da sala.

MAURO: nem acredito que você está bem, rapaz! Você sabe que pode contar comigo pra tudo né? 

VINICIUS: Meu pai sempre confiou em você, e eu sei que posso confiar também. Muito obrigado!

LUÍZA: Eu sei que vocês devem ter muito o que conversar, mas eu também preciso de um pouco de atenção.

LUÍZA abraça VINICIUS forte.

LUÍZA: Eu senti tanto a sua falta. Eu tive tanto medo!

VINICIUS: Está tudo bem agora!

DOUTOR MAURO deixa os dois sozinhos e fecha a porta. LUÍZA e VINICIUS se beijam.

LUÍZA: Me perdoa por meu pai. Me perdoa por tudo o que ele te fez passar.

VINICIUS: Você e sua mãe foram tão vítimas quanto eu! EU quero esquecer tudo o que aconteceu.

Os dois se abraçam até que começam a escutar muitos gritos. 

VINICIUS: O que está acontecendo?

DOUTOR MAURO volta correndo para a sala de reuniões.

VINICIUS (preocupado): O que está acontecendo?

MAURO: O Edgar! O Edgar entrou no hospital e está jogando gasolina por tudo na entrada, Vinicius. Ele está ameaçando colocar fogo no hospital com todos dentro!

LUÍZA e VINICIUS se olham sem saber o que fazer. Corta para:

CENA 7 - INT. / CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA/RECEPÇÃO - NOITE.

EDGAR com um galão de gasolina espalhando pela entrada do hospital. As pessoas ficam desesperadas, algumas que estão esperando conseguem fugir para fora do hospital. Depois de derramar tudo, ele vai até a porta e tranca. Ele tira uma arma da calça e aponta para as pessoas que ali ficaram.

EDGAR: Eu quero ver aquele pirralho falar na minha cara que vai assumir o hospital. Eu quero que ele venha me enfrentar. Cadê? Durante anos eu fiz desse hospital o melhor da cidade, não vai ser um bostinha que vai roubar o meu lugar. Esse hospital é meu ou de mais ninguém!

FIM DO CAPÍTULO 13

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