Novela Escrita | O Preço da Verdade - Capítulo 11


CENA 1 - INT. / CASA DE MAÍSA/SALA DE ESTAR - DIA.

EDGAR transtornado andando de um lado para o outro e MAÍSA sentada tentando entender tudo o que estava acontecendo.

MAÍSA: Você tem noção do que você está me pedindo? Eu posso ser presa!

EDGAR chega perto de MAÍSA e a olha nos olhos. Ele pega ela pelo cabelo carinhosamente e a beija.

EDGAR: Você sabe que eu sempre fui muito bom para você. Se você tem essa casa, essa vida e um emprego é porque eu te dei todas as oportunidades. Você não vai virar as costas para mim. Vai?

MAÍSA: Eu não sei o que fazer. Isso é loucura!

EDGAR: Loucura vai ser eu ir preso. Você acha que vai continuar trabalhando no hospital? A Leonora vai fazer questão de sujar teu nome na praça. Você nunca mais vai conseguir um emprego! Por favor, me ajude! Me ajude e nada vai faltar a você.

MAÍSA fica pensativa. Corta para:

CENA 2 - INT./ CASA DE TEODORO/QUARTO - DIA.

TEODORO apenas de cueca, fecha a porta e pega seu celular em cima da mesa. Ele vê as ligações perdidas de DEBORA e retorna.

TEODORO (preocupado): Agora que eu vi as suas ligações. O que aconteceu?

DEBORA (V.O.): Eu te liguei um milhão de vezes. Faz duas semanas que você não aparece. O que está acontecendo? O Vinicius sofreu um atentado e está entre a vida e a morte. Eu vi tudo o que aconteceu e tive que traze-lo para o hospital da cidade vizinha - ela começa a chorar - eu precisei muito de você e você simplesmente sumiu.

TEODORO: O Vinicius? Amiga, eu não sabia de nada... Eu não ouvi meu celular tocar. Eu estou aqui vivendo um sonho e esqueci que há uma vida aí fora. Eu te peço desculpas pelo meu egoísmo. Eu estou indo para aí agora! Me manda a localização pelo celular.

DEBORA (V.O.): Vem! Eu preciso muito de você!

TEODORO desliga e logo recebe a mensagem de DEBORA com a localização. Ele vai abrir a porta quando se assusta ao dar de cara com alguém que não conseguimos ver o rosto.

TEODORO: Já voltou meu amor? Esqueceu alguma coisa?

TEODORO é atingido com algo na cabeça e cai no chão machucado.

TEODORO (tonto): O que você está fazendo?

Ele é atingido mais uma vez na cebeça, só vemos o corpo do homem. Corta para:

CENA 3 - INT./ HOSPITAL/SALA DE CIRURGIA - DIA.

VINICIUS está na sala de cirurgia e DOUTOR MARCOS faz de tudo para salvar sua vida. Corta para:

CENA 4 - INT. / CASA DOS CARVALHO/NOITE.

LUÍSA chega em casa com curativo no braço junto de GABRIEL. Ele a ajuda subir para o quarto, mas LEONORA vai até ela.

LEONORA: Pode ir fazer seu serviço Gabriel, eu ajudo a minha filha.

GABRIEL: Sim senhora.

LEONORA acompanha LUÍSA até o quarto. LUÍSA deita e LEONORA senta ao lado da filha.

LEONORA: Obrigada!

LUÍSA: Obrigada pelo que? Eu fiz o que deveria. 

LEONORA: Você poderia ter sido cúmplice, mas acabou escolhendo o lado certo.

LUÍSA: Cúmplice de algo que eu não sabia? O meu pai não tinha me falado do plano, ele simplesmente tinha me mandado tomar alguma providência ou eu sofreria as consequências.

LEONORA: Mas você não fez nada. E é isso que importa.

LUÍSA: Não deu tempo, mãe! Ele fez primeiro. Desculpe te decepcionar, mas o Vinicius não voltaria da lua de mel.

LEONORA fica sem palavras. Corta para:

CENA 5 - INT. / CASA DE TEODORO/QUARTO - NOITE.

TEODORO machucado acorda e não vê ninguém. Suas mãos estão presas na cama e ele tenta de todo modo se soltar. Sua boca está fechada com uma fita que ele consegue tirar.

TEODORO (grita/chora): Socorro! Socorro! Alguém por favor me ajuda!

Ele continua tentando soltar suas mãos sem sucesso.

TEODORO (grita): Socorro! Socorro! Alguém por favor me ajuda, eu estou preso. Socorro!

Ele fica cada vez mais desesperado, suas mãos já estão sangrando de tanto que ele tenta tirar a fita. Corta para:

CENA 6 - INT. / HOSPITAL/SALA DE ESPERA - NOITE.

Os policiais terminam de falar com DEBORA e saem. DOUTOR MAURO vai até ela e ela não esconde a preocupação.

DEBORA: O que aconteceu doutor? Ele está bem? Eu posso falar com ele?

Foca no rosto do DOUTOR MARCOS. Corta para:

CENA 7 - INT. / CASA DOS CARVALHO/QUARTO DE VINICIUS E LUÍSA - NOITE.

LEONORA fica decepcionada com o que houve e não esconde sua frustração.

LUÍSA: Porque você está assim? Você nem sempre foi esse poço de bondade.

LEONORA: Eu sei que não, e é por ter feito tanta coisa errada que eu não queria essa vida para você. E apesar de você ter pensado, o que ia fazer não aconteceu. Dessa história toda, pelo menos você foi impedida de carregar essa culpa nos ombros pelo resto da vida. 

LUÍSA: Quando aqueles dois homens miraram a arma para o Vinicius eu já entendi o que estava acontecendo. Acho que naquele momento eu percebi o quanto estava cega pela ambição do meu pai. A gente tem tanto né? Porque prejudicar alguém se a gente já vive bem? 

LEONORA: E como vai ser daqui pra frente?

LUÍSA: Eu não sei, mas se o Vinicius voltar eu quero uma chance de ser feliz ao lado dele. 

LEONORA: Você não o ama Luísa. Porque vai continuar insistindo nessa história?

LUÍSA: Como você sabe que eu não o amo? 

LEONORA: Você transou com quantos que passaram por essa casa?

LUÍSA: Sexo não é amor. Sexo é sexo. Tesão. Momento.

LEONORA: E se fosse ao contrário?

LUÍSA: E como eu vou saber se ele também não transou com outras? A partir do momento que eu não seja a corna da história, tudo certo. É só fazer bem feito.

LEONORA: Você está enganada, minha filha. Aproveita essa segunda chance para terminar logo esse relacionamento que nunca existiu de verdade. Aproveita essa segunda chance para viver da forma que você bem entende. Livre! Vá aproveitar!

LUÍSA: Vamos dar tempo ao tempo. É tudo muito recente e eu ainda nem sei o que houve com o Vinicius. Eu não quero falar sobre isso.

LEONORA: E o seu pai? Você acha que ele vai cumprir o que prometeu?

LUÍSA: Ele teve coragem de me dar um tiro, então dele podemos esperar tudo. Você bem sabe com quem estamos lidando.

LEONORA: Eu não sei se ele arriscaria a liberdade dele.

LUÍSA: Ele foi passado para trás por quem sempre esteve ao lado dele. Não sei o que nos espera daqui para frente. 

LEONORA: A polícia está atrás dele, vamos ver se ele vai querer cumprir a ameaça e correr riscos ou sumir para sempre.

LUÍSA: Você acha mesmo que o pai é homem de deixar assuntos inacabados? Eu acho que ele pode esperar a poeira abaixar, mas uma hora ele vem.

Foca no rosto de LUÍSA e LEONORA. Corta para:

FIM DO CAPÍTULO 11

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