Novela Escrita | O Preço da Verdade - Capítulo 12


CENA 1 - INT. / CASA DOS CARVALHO/QUARTO DE LUÍSA E VINICIUS - NOITE.

LEONORA e LUÍSA conversando quando alguém bate e abre a porta. DOUTOR MAURO entra preocupado.

MAURO: Vim assim que recebi a notícia. O que aconteceu? Que história é essa do Edgar?

LEONORA vai até MAURO e o cumprimenta. 

LEONORA: É isso mesmo que você ouviu. Parece que a gente tinha ao nosso lado um monstro.

MAURO vai até LUÍSA preocupado.

MAURO: E esse braço aí? Ninguém pegou os caras que fizeram isso?

LUÍSA: A gente até tentou ver nas câmeras de segurança, mas não pegou nada do que aconteceu. E eu fui no hospital fazer um curativo, a sorte foi que a bala pegou de raspão em mim. 

MAURO: E o Vinicius? Alguém tem notícias dele?

LUÍSA: Espero que ele esteja bem. Eu não lembro muito bem o que aconteceu, só sei que foi levado. 

MAURO: Eu ainda estou sem acreditar em tudo isso...

Os três continuam conversando. Corta para:

CENA 2 - INT. / HOSPITAL/SALA DE ESPERA - NOITE.

DEBORA continua nervosa enquanto DOUTOR MARCOS lhe explica o que houve. 

DOUTOR MARCOS: Ele teve muita sorte de você estar lá para traze-lo, se não ele não teria conseguido. A bala pegou bem no abdômen e se demorassemos mais um pouco para fazer a cirurgia ele corria risco de morte ou então de ter sequelas bem graves. Mas deu tudo certo e amanhã ele já deve estar indo para o quarto.

DEBORA respira aliviada e abraça o doutor.

DEBORA: Muito obrigada! Muito obrigada!

DOUTOR MARCOS: Ele só vai acordar amanhã, você pode ir para casa tomar um banho, trocar de roupa e já trazer roupas para quando ele for sair daqui. Você pode ir descansar.

DEBORA: Eu não vou sair daqui.

DOUTOR MARCOS: Vá, quando ele acordar vai precisar de você cem por cento.

DEBORA: Obrigada doutor. Muito obrigada!

DOUTOR MARCOS: Eu fiz o meu trabalho, agora me escute e vá descansar.

DEBORA: Eu vou sim, obrigada!

DEBORA pega sua bolsa e sai com um sorriso de alívio no rosto. Ela pega seu celular e tenta ligar para TEODORO, mas cai na caixa postal.

CENA 3 - INT. / CASA DE TEODORO/QUARTO - NOITE.

TEODORO continua preso e com os pulsos sangrando por conta da força que ele faz para tentar escapar. Ele continua gritando, mas já não tem mais forças.

TEODORO (tentando gritar): Alguém me ajuda, por favor.

TEODORO desiste de tentar lutar e fecha os olhos chorando. Corta para:

CENA 4 - INT. / CASA DE MAÍSA/QUARTO - NOITE.

MAÍSA e EDGAR nus cobertos apenas por um lençol.

EDGAR: Eu sabia que não iria me decepcionar com você.

MAÍSA: Promete que não vai me deixar?

EDGAR: Eu prometo que você vai comigo. Eu prometo que após me vingar de todos que acabaram com a minha vida, a gente vai ser feliz muito longe daqui. E eu vou saber te recompensar por tudo que está fazendo por mim.

Os dois se beijam. Corta para:

CENA 5 - EXT. / CARRO DE DEBORA - NOITE.

DEBORA tenta ligar mais vezes para TEODORO e continua dando caixa postal.

DEBORA: Tem algo estranho acontecendo...

Ela faz a volta para ir até a casa do amigo. Corta para:

CENA 6 - INT. / CASA DE MADALENA/SALA DE ESTAR - NOITE.

MADALENA chega cansada em casa e se senta.

MADALENA (preocupada): Por favor meu Deus, faça que a minha menina esteja protegida. Eu sabia que não deveria ter lhe envolvido nessa história. Eu sabia!

MADALENA se deita no sofá. Corta para:

CENA 7 - EXT. / CASA DE TEODORO/FRENTE - NOITE.

DEBORA estaciona o carro na frente da casa de TEODORO e desce. Ela vai até a porta e começa a bater. TEODORO está desacordado na cama e não escuta. DEBORA continua batendo na porta. Ela vai até a janela e tenta ver se tem algum movimento dentro da casa. Ela tenta novamente ligar, mas mais uma vez cai na caixa postal.

DEBORA: Teodoro? Você está aí?

Ela continua batendo, mas não obtem resposta e vira as costas para ir embora. Nesse momento, dentro do quarto na cama, TEODORO percebe que alguém está batendo e desperta.

TEODORO (grita): Debora!

DEBORA escuta o grito do amigo e volta para a porta.

DEBORA: Teodoro, você está aí? Abre a porta!

TEODORO (chora): Eu não consigo. Eu estou preso! Por favor, me ajuda! Por favor!

DEBORA (nervosa): Calma.

DEBORA procura a chave de emergência.

DEBORA (nervosa): Eu não estou achando a chave!

TEODORO: Em baixo do vaso. 

DEBORA acha a chave e abre a porta. Ela se desespera ao ver o estado do amigo e chora. Ela desamarra TEODORO que a abraça aos prantos.

DEBORA: O que aconteceu?

TEODORO: Ele disse que ia para casa e quando eu fui sair ele estava na porta. Me agrediu. Me deixou aqui machucado. Mas eu acho que algo aconteceu e ele teve que sair de pressa. Ele vai voltar para terminar o serviço. A gente precisa sair daqui!

DEBORA: A gente precisa chamar a polícia!

TEODORO (desesperado): Não! Não! Eu não vou chamar ninguém. Eu não quero chamar ninguém. Ele já vai me caçar ao saber que fugi, talvez esqueça caso eu não faça nada. Por favor, vamos embora daqui! Eu só quero ir embora daqui!

DEBORA: Calma. Calma. Vamos!

DEBORA ajuda o amigo a ir até o carro. Corta para:

CENA 8 - INT. / CASA DE MADALENA/SALA DE ESTAR - DIA.

MADALENA acorda assustada com alguém batendo na porta. Ela vai abre a porta e se depara com DEBORA e TEODORO.

MADALENA: Quem é esse moço? O que aconteceu?

DEBORA: Ele é como se fosse meu irmão, mãe. Ele foi vítima de um criminoso e precisa de algum lugar para ficar por enquanto. Eu acho que o lugar mais seguro será aqui.

MADALENA: Claro, entra. Vamos fazer limpar esses machucados.

MADALENA pega alguns remédios para limpar os machucados e abraça DEBORA que não retribui.

MADALENA: Eu tive tanto medo nesse tempo sem receber notícias. O que aconteceu no casamento que você sumiu? 

DEBORA: Eu precisei levar o Vinicius para o hospital. E eu preciso voltar lá agora para ver se ele já acordou. Você por favor fique de olho no Teodoro? Eu já volto!

MADALENA: Fique tranquila, eu cuido dele!

DEBORA vai até TEODORO.

DEBORA: Eu volto já, ouviu? A gente vai conversar sobre ir até a polícia.

TEODORO: Eu não vou na polícia, Debora. Você sabe que se for o que eu estou pensando, ele sempre está à um passo a frente deles. Eu não vou me arriscar.

DEBORA: Nós vamos conversar sobre isso quando eu voltar.

TEODORO: Desculpe não ter te ouvido e ter tomado cuidado.

DEBORA: Não é hora para isso, é hora de se cuidar e pensar no que vai fazer para se proteger daqui para frente. 

DEBORA beija a testa do amigo e sai apressada. Corta para:

CENA 9 - INT. / CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA/SALA DE REUNIÕES - DIA.


DIAS DEPOIS...

LUÍSA e LORENA entram na sala onde todos os médicos as aguardam.

LUÍSA: Eu e minha mãe estamos aqui para informar que já temos notícias de Vinicius, ele está se recuperando bem em segurança, e que enquanto ele não estiver aqui, estaremos à disposição para ajuda-los da melhor forma possível. Bom trabalho!

Todos saem da sala e ficam LUÍSA e LORENA. 

LORENA: O que fazer agora? 

LUÍSA: O Mauro vai nos ajudar nesse tempo que vamos ficar por aqui. 

LORENA: Ok. Mas antes de qualquer coisa eu preciso fazer algo.

LUÍSA: Aonde você pensa que vai?

LORENA sai da sala. Corta para:

CENA 10 - INT. / CENTRO MÉDICO UNIDOS PELA VIDA/SALA DA DIRETORIA - DIA.

LORENA vai a caminho da sala da diretoria e dá de cara com MAÍSA.

LORENA: Bom dia!

MAÍSA: O que você quer?

LORENA: Eu quero que você pegue as suas coisas e suma daqui. Você está...

LUÍSA vai até a mãe e a pega pelo braço.

LUÍSA: Vamos ter uma conversa ali na sala. Liçensa.

As duas entram na sala que era de EDGAR.

LUÍSA: Você ficou louca?

LORENA: Não precisamos de uma secretária. Ainda mais uma que só sabe usar o corpo e nada mais.

LUÍSA: Nós não vamos demitir ninguém. Não podemos! Você espera o Vinicius voltar e fala com ele. Pelo que a Debora disse, ele está se recuperando bem e deve voltar dentro de um mês.

LORENA: Eu queria ir vê-lo...

LUÍSA: A gente não pode se arriscar indo até ele enquanto ele não estiver bom para enfrentar sabe lá o que. Você já pensou que podem estar nos vigiando?

LORENA: Já faz semanas e nada aconteceu!

LUÍSA: Por isso mesmo. A calmaria anuncia a tempestade que está chegando, nós precisamos estar prontas para enfrenta-la.

FIM DO CAPÍTULO 12 

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